Você já leu aqui sobre a analogia que fiz entre Messi e o filme de Brian de Palma. Agora, o "Elliot" argentino tem nova inspiração: Ian Fleming! Curiosamente, nascido no país que acaba de ser "exterminado" por ele!
Na verdade, nem tão nova assim. Já na primeira partida, as travas de sua chuteira repousaram na panturrilha do zagueiro argelino sem qualquer punição.
Ian Fleming foi um militar e estrategista político durante a Segunda Guerra Mundial e depois, jornalista e escritor. Assista ao ótimo filme "O Soldado que Nunca Existiu" na Netflix, com Colin Firth. No final, há uma menção ao personagem famoso que Fleming criou: James Bond!
Como todos sabem, o Agente Secreto 007 tinha esses dois zeros que representavam, na agência oficial MI-6, uma classificação especial: Licença para Matar!
| Nova Inspiração |
Além da pobre Argélia, "Nessi" e seus amigos tiveram a complacência e a subserviência de árbitros, assistentes e VAR para fazerem o que bem entendessem ao longo de sete jogos até aqui. Todos as seleções contra as quais jogaram foram vergonhosamente prejudicadas, técnica e disciplinarmente. Também há uma mídia, a brasileira inclusive, que se derrete pela garra, pela raça, pela atitude de vencer dos "heróis" hermanos! Apenas se esquecem de que o pensamento de Maquiavel serviu como crítica aos poderosos de sua época mas nunca como justificativa ao sentido literal de sua execução.
| Ele pode! |
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| O Egito não pode! Ele pode! |
Todos podem torcer para quem quiserem. "007 Nessi" é gênio mesmo. Uns lamentam, outros compreendem mas os fatos não podem ser distorcidos. Muito menos aqueles que nos mostram como o treinador alemão Tuchel foi covarde ao renunciar a um jogo em que seu time era - e é - superior, em vantagem no placar. Mancha a pesada camisa da Inglaterra e mantém um estigma doloroso de derrota. Jogadores como Kane, Bellingham, Rice, Stones e os jovens Spence, Gordon e Anderson merecem uma liderança mais alinhada à historia secular de seu futebol. Não... eles não são perfeitos. Sua única conquista de Copa foi em casa e cercada de favorecimentos mas, sessenta anos depois, foram eliminados por quem recebeu da FIFA (e não do MI-6) a tal "licença para matar".
O sobrenome do treinador espanhol demonstra muito bem de onde sua seleção buscou o futebol que pratica: Da Fonte! Aquela do futebol-raiz que valoriza o jogo! Com atuações perfeitas do excepcional capitão Rodri, Ruiz, Cucurella e a dupla de zaga (Cubarsí e Laporte), a Espanha anulou o talento francês. O infantil pênalti cometido pelo Digne contribuiu bastante mas o domínio no meio de campo foi absoluto. Oyarzabal faz excelente Copa, com Yamal ainda discreto mas crescendo. Como esperado, não houve complicações de arbitragem, poucas faltas, jogo limpo, sem provocações e respeito mútuo entre as duas melhores seleções do mundo que deveriam ter feito a Final. O futebol foi o grande vencedor.
Espanha e Argentina se enfrentaram uma única vez em Copas. Em 1966, na fase de grupos, com vitória albiceleste por 2 a 1. No geral, absoluto equilíbrio: seis vitórias para cada e dois empates. No último confronto em 2018, massacre espanhol; 6 a 1 em amistoso, em Madri.
Se, em 1982, o ditador Leopoldo Galtieri tivesse "Nessi" entre seus generais, as Malvinas já seriam argentinas desde essa época como o cartaz que os jogadores mostraram ao final do jogo. Aliás, essa proibição está expressa no regulamento de competições da FIFA. Multas progressivas, perda de pontos, punições personalizadas, eliminações e perda de títulos! Essa eu quero ver...
| Eles podem? |
Prognóstico? Elliot "Nessi" explodiu minha bola de cristal. Usou um só tiro com uma Walther PPK, a famosa pistola do Bond, cedida pela FIFA.
Jogo de terceiro lugar? Poupe-me!


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