Não era possível que os Deuses do Futebol não estivessem atentos ao que acontecia na Copa do Mundo de 2026.
Lembro do que a literatura mundial nos presenteia com Agatha Christie. Seu último romance policial "Cai o Pano" narra o derradeiro caso do célebre detetive belga Hercule Poirot, já idoso e em cadeira de rodas. Agatha o finalizou no início da Segunda Guerra mas não o lançou. O manuscrito original ficou guardado em cofre de um banco até um ano antes de sua morte em 1975. Não darei spoiler sobre o fim mas a analogia com essa Final de Copa é automática.
| Final Surpreendente! |
Elliot "Nessi", que é gênio, e seus intocáveis chegaram à Final muito bem (ou mal) conduzidos pela FIFA e promoveram o mesmo "espetáculo" dos outros sete jogos: faltas em sequência, muitas desleais ou violentas, raros cartões amarelos, que fará, vermelhos. Decisões favoráveis de VAR, com critérios distintos em lances idênticos aplicados a outras seleções. Um festival de aberrações e grosserias impunes de maneira que o mundo inteiro de olho na Copa não entendeu tamanha passividade de quem deveria impedir isso tudo.
"Nessi", que é gênio, e seus amigos não deram um único chute no gol na Espanha por quase 120 minutos! Por quê? Cansados? Não! Porque simplesmente o adversário é muito, mas muito, superior! E não somente com a bola rolando. Assim que o jogo terminou, alguns amigos de "Nessi", que é gênio, partiram para a agressão gratuita e no momento da premiação aos vencedores, a maioria esmagadora de seus amigos protagonizou uma cena grotesca, patética, vexatória mas que confirma bem todo o histórico de maus perdedores e de pretensa superioridade étnica dos autodenominados "europeus" da América do Sul: ficaram de costas para o palco e de frente para seus torcedores na plateia. Que vergonha! Que lamentável! Que ridículo!
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| Massacre |
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| Vergonha |
Assim, não era difícil prever que o mundo inteiro estaria com a Espanha. Mexicanos lotaram o Zócalo na capital e a Plaza Principal em Guadalajara. Apenas um exemplo. "Hermanos" reunidos em quiosque chamado "Buenos Aires" na Avenida Atlântica em Copacabana, na Praça Central em Búzios e no bairro da Mooca em São Paulo promoveram quebra-quebra e muita confusão. Como sempre! O mundo não é o bastante!
Ao mesmo tempo, e em sentido oposto, espanhóis lotaram praças centrais em centenas de cidades em seu país. Foi muito interessante observar nos diversos vídeos e fotos divulgados pelas redes sociais como o futebol consegue unir as diferenças e antagonismos das suas 17 regiões, ilhas e cidades autônomas. Desde a queda da ditadura de Franco em 1975, isso tem sido um grande desafio para a monarquia, o parlamento e todos os governos regionais. Na comemoração de ontem, alguns jogadores amarraram bandeiras de suas respectivas regiões, como uma espécie de saiote, para homenagear sua origens: Olmo e sua cidade na Catalunha, Baena na Andaluzia, Pedri nas Ilhas Canárias, Iglesias na Galícia e Ferran Torres, o homem do Gol, na Comunidade Valenciana!
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| Unindo um país! |
Com a democracia restaurada desde esta época, o hino oficial, "A Marcha Real", voltou sem letra, uma vez que nada menos que cinco idiomas são falados em todo o território. Por isso, os jogadores espanhóis não cantam quando estão perfilados!
Parabéns Espanha! O futebol agradece!
Os Deuses do Futebol, às vezes, não ligam muito para injustiças.
Mas jamais deixam de estarem atentos!
OBS: No forno, o novo ranking histórico atualizado das Copas do Mundo!








