Ontem, foi o aniversário de 20 anos da partida de Telê Santana para o Céu!
Atuava pelo Madureira no Carioca de 1962, na sua despedida como jogador, no Estádio de Laranjeiras. O Fluminense vencia por 5 a 0 quando foi lançado em uma bola longa. No gol tricolor, havia Castilho! Com a categoria que sempre desfilou, com um leve toque, encobriu o velho parceiro e amigo de onze temporadas e marcou o gol de honra do tricolor suburbano. Foi aplaudido de pé pelos torcedores de seu ex-clube! No fim do jogo, chorou pedindo desculpas pelo gol marcado contra seu time de coração!
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| Incontestável! |
O mineiro de Itabirito Telê Santana da Silva atuou em 558 jogos pelo Fluminense, o terceiro na História do clube, marcando 163 gols, seu quinto maior artilheiro. Era ponta-direita e, depois, meia atacante. Habilidoso e oportunista. Toques rápidos. Corria por todo o campo o tempo inteiro. Acreditava em todos os lances. Seleção Brasileira? Hoje, jogaria facilmente mas nesses tempos, havia um certo Mané, Julinho Botelho, Joel...
Sua identificação com o Fluminense era tanta que o dirigente Benício Ferreira Filho procurou por Mário Filho, do Jornal dos Sports, para ajudá-lo a colocar em prática uma campanha, através de um concurso entre os torcedores tricolores, para criar uma alcunha para Telê. A magreza extrema e a fama de fazer gols decisivos no fim dos jogos talharam a vencedora: "Fio de Esperança"!
Foi no mesmo Fluminense que iniciou sua carreira de treinador nas divisões de base em 1967 e dois anos depois, assumiu a equipe principal, campeã carioca, base do time que seria campeão brasileiro em 1970 e novamente carioca no ano seguinte, já com Paulo Amaral e Zagallo, respectivamente, como treinadores.
É o treinador com maior número de partidas comandando o Atlético-MG: 434 aparições, incluindo o Brasileiro de 1971. E iniciou a Era de Ouro do São Paulo durante seis anos, entre 1990 e 96: campeão Paulista, Brasileiro, Libertadores, Mundial Interclubes, em 410 jogos, o terceiro maior do clube. Único a conquistar títulos estaduais (quando eram realmente importantes) nos quatro grandes centros do país pois também tirou o Grêmio da fila no Gaúchão, em 1977, após um octacampeonato do rival Internacional.
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| Campeão Brasileiro 1971 |
| Adorado no Olímpico, 1977 |
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| O Divisor de Águas do São Paulo FC |
Duas Copas do Mundo, tendo comandado, talvez (ou seguramente), a mais talentosa seleção mundial após o Brasil de 1970. A Itália era melhor em 1982? Ou foi somente naquele jogo? A Tragédia do Sarriá é um dos jogos de Copa do Mundo mais buscados por aficionados de futebol que tentam entender o placar final. Alguns não conseguem acreditar. De qualquer maneira, aqui deixo novamente um vídeo feito por um inglês para homenagear o Brasil de Telê Santana naquela Copa! Você já deve ter visto. Veja de novo! Não segure a emoção! Pode chorar!
Eu sempre choro assistindo a este vídeo. Eu tinha 15 anos!
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| Mestre! |
Hoje eu choro de tristeza e desprezo quando constato valores que Telê Santana fazia questão de enfatizar sendo jogados no lixo. Futebol bem jogado, fundamentos bem treinados, disciplina profissional, preparação física, respeito e identificação com o torcedor. Até a sua característica teimosia era tolerada por todos. Quando Telê falava, havia o que ouvir.
A esperança vai sendo esquecida e substituída pela ganância e arrogância. Afinal, na época de Telê, como jogador ou treinador, jogar na seleção brasileira era um sonho, uma meta!
Não é mais. Há muito tempo.
Será que ainda existe algum fio para puxar?




TELE: o fio de esperança eterna!!
ResponderExcluirSerá? Valeu Sr.Anônimo! rsrs
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