sábado, 18 de abril de 2026

A AMIZADE ENTRE UMA MÃO SANTA E OUTRA BOBA

A chegada de Oscar Daniel Bezerra Schmidt no Céu é um presente para Pedro, o Pescador!

No Céu

Dentre todas as alas de famosos que cuida lá por cima (artistas, escritores, inventores e a quase vazia de políticos íntegros), a dos esportistas é a mais legal! Não tenho dúvida.

Receber um brasileiro de mais de dois metros de altura, simpático, carismático, risonho, tagarela e pura resenha é sinônimo de festa e alegria.

E ainda por cima, muito talento.

O que Oscar fez dentro de uma quadra de basquete foi reconhecido por todo o mundo do esporte. Não prestava muito a atenção em tática de jogo, marcação, transição para o ataque, assistências mas fazia o que o torcedor gosta: cesta! Aliás, sem ela, não se vence jogo algum!

Dezenas de recordes e prêmios. Maioria deles, individuais. No Brasil e América do Sul, muitos títulos por clubes, o maior deles, o Mundial Interclubes em 1979, atuando pelo Sírio. Pela seleção brasileira, era muito difícil vencer os extraordinários times da URSS e da Iugoslávia mas os jogos eram duríssimos e o ápice veio naquela Final dos Jogos Pan Americanos de Indianápolis, em 1987, quando a sempre fortíssima seleção dos EUA, mesmo universitária, perdeu um jogo em casa pela primeira vez na História. Cinco anos depois, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, decidiram levar o que tinham de melhor não mais nas universidades mas na própria NBA. Indiretamente, Oscar, Marcel e companhia "criaram" o fantástico Dream Team!

OK, OK! O blog é de futebol!

Oscar atuou por aqui em clubes famosos pelo futebol: Palmeiras, ainda antes do Sírio, e depois de voltar da Europa, no Corinthians e Flamengo, onde encerrou sua carreira, em 2003, aos 45 anos. Entretanto, revelou ser torcedor do Fluminense, ainda morando em Natal-RN, onde nasceu, e depois em Brasília.

Passou treze anos de sua longa carreira atuando na Itália e Espanha. Os primeiros oito, de 1982 a 90, foram no time do Caserta, de mesmo nome da cidade a 40 quilômetros ao norte de Nápoles que, a partir de 1984, foi a residência de outro gênio do esporte: Diego Maradona!

El Pibe sempre foi um admirador de basquete. Quando soube que Oscar atuava tão perto, passou a assistir aos jogos do Caserta com frequência. Uma grande amizade surgiu. Veja fotos e vídeo abaixo.



Oscar sempre afirmou nas inúmeras entrevistas que concedia e nas palestras que ministrava após a aposentadoria das quadras que sua mão nunca foi santa mas treinada à exaustão!

Já o seu amigo "napolitano" usou a própria, inadvertidamente, por quatro vezes e aposto que nem treinou tanto para isso.

A primeira quando jogava no Barcelona, em torneio amistoso, contra o Fluminense, em Nova York, 1984. O árbitro viu o anulou o gol. Jogo terminou 2 a 2. Ele fez um dos gols (com o pé) e foi seu último jogo pelo Barça, antes de se transferir para o Napoli.

No ano seguinte, já pelo Napoli, enfrentou a Udinese de Zico e Edinho, em Údine. No primeiro tempo, fez golaço de falta. Depois, tomou a virada! No fim do jogo, pegou um rebote na trave e, literalmente, deu uma cortada de vôlei! Final: 2 a 2. Zico, enlouquecido, foi expulso por reclamação e suspenso por quatro jogos!


A terceira e mais famosa, na Copa de 1986, contra a Inglaterra. Essa, todos conhecem, né? "La Mano de Dios"!

A quarta e última, na Copa de 1990, no segundo jogo da fase de grupos contra a URSS. Após um escanteio dos soviéticos, tirou com a mão uma bola cabeceada. O árbitro não deu o pênalti. Não dá pra saber se entraria mas o jogo estava 0 a 0. A Argentina acabou vencendo por 2 a 0 e após perder na estreia para Camarões (0 a 1) e depois empatar com a Romênia (1 a 1), essa vitória acabou sendo fundamental para sua classificação às Oitavas de Final, quando eliminou o Brasil.

Teria Oscar passado, por engano, algum poder santificado de suas mãos ao hermanito

Agora é o momento dele chamar o amigo e fazê-lo prestar contas a São Pedro!

Esse papo será interessante!


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