O Homem-Gol Gyokeres, após sucesso no Sporting Lisboa e agora no Arsenal, comandou os suecos, em casa, contra a Polônia, na despedida do seu veterano artilheiro Lewandowski. A Suécia jogou em 2018, quando derrotou a Alemanha ainda na fase de grupos, contribuindo para a precoce eliminação da então tetracampeã. Ano passado, fez péssima eliminatória europeia e somente obteve vaga nesta repescagem pelo ranking da UEFA, obtido na disputa da Liga das Nações do continente. É a seleção que mais enfrentou o Brasil na História das Copas e que podem se cruzar mais uma vez já na primeira fase de "mata-mata" (Como se diz antes das oitavas? Dezesseis Avos de Final? Que coisa horrível! Ai, ai, ai, Gianni!).
Os tchecos confiaram na torcida em Praga para vencerem a favorita Dinamarca nos pênaltis. A Tchéquia (e não mais República Tcheca) volta após 20 anos, quando tinha a excelente geração de Nedved, Poborsky, Baros e do goleiro Petr Cech! Não tem um grande destaque individual e vai confiar no conjunto e na tradição de dois vice-campeonatos mundiais (ainda como Tchecoslováquia) para ir o mais longe que conseguirem.
Os turcos chegam com uma geração talentosa de jovens jogadores com ótima técnica, como Arda Guler do Real Madrid e Yildez da Juventus, muito bem liderados pela experiência de Çalhanoglu da Internazionale. Foi um jogo difícil em Pristina, contra Kosovo, vencido pelo placar mínimo mas olho nesse time que volta a disputar uma Copa após o surpreendente terceiro lugar em 2002.
Bósnia? Calma...
A RD Congo volta à Copa depois de 52 anos! Escrevi aqui quando ainda era o Zaire: O EX-ZAIRE
O jogo contra a Jamaica foi muito ruim. Parecia que ambas não queriam se classificar à Copa. Os "reggae boyz" tiveram dificuldade para vencer a Nova Caledônia por 1 a 0, dias antes. Os congoleses até tiveram mais posse de bola e obrigaram o goleiro jamaicano e fazer algumas boas defesas mas somente decidiram a vaga em um escanteio no segundo tempo da prorrogação. A conclusão foi de joelho mas entrou. Como diria Dadá Maravilha Peito de Aço, não existe gol feio, feio é não fazer gol! Festa em Kinshasa!
Iraque x Bolívia foi um duelo de jejuns em Copa somente menor que o da RD Congo! Os sul-americanos, desde 1994. Os asiáticos, 1986! Confesso que não aguentei e dormi no início do segundo tempo, quando o empate em 1 a 1 só valia pelos gols e a madrugada avançava. Futebol, muito pouco. Assisti aos poucos melhores momentos e, pelo jeito, o Iraque foi menos pior, vencendo por 2 a 1. Festa em Bagdá. O mais curioso, ou coincidente, é que as duas seleções que ficaram de bye acabaram classificadas. A Bolívia havia vencido o Suriname por 2 a 1. Uma de suas raras vitórias, longe da altitude...
Voltando para a Europa! Falarei do vencedor! O perdedor merece um texto específico.
A Bósnia é um time limitado e inferior ao que disputou sua única Copa aqui no Brasil, em 2014. Spahic e Pjanic formavam uma espinha dorsal de boa qualidade com o atacante Dzeko que, ainda hoje aos 40 anos, continua em atividade no alemão Schalke 04 (na série B), capitão do time e maior artilheiro de sua seleção. Dzeko inspira os jovens Demirovic, do alemão Stuttgart, e Bajraktarevic, do neerlandês PSV Eindhoven, a formar um time de garra e muita luta. Dzeko empatou um jogo em que a derrota parecia certa contra os galeses em Cardiff. A vitória bósnia nos pênaltis fez viralizar um vídeo no qual os jogadores italianos Dimarco (lateral esquerdo da Inter) e Vicario (goleiro do Tottenham) comemoram o fato de não terem que jogar lá, em uma clara alusão de que contra a Bósnia, mesmo fora de casa, seria mais fácil. A vitória italiana, em casa, contra a fraca Irlanda do Norte (2 a 0), foi quase que protocolar.
O estádio de Zenica, a segunda cidade do país, é acanhado: 15 mil lugares. E por conta de violentos confrontos entre torcedores bósnios e romenos, em jogo pela fase de grupos das Eliminatórias, a FIFA puniu os locais, proibindo a venda de 6 mil assentos. Ou seja, somente 8.500 torcedores puderam comparecer, além dos 500 italianos!
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| Menor que Laranjeiras, em 1919! |
O gramado irregular e a pressão da torcida eram obstáculos difíceis para a Itália mas logo no início (com perdão do inevitável trocadilho), o goleiro bósnio Vassilj "vacilou", entregando a bola no pé do meia Barella que serviu o bom atacante Kean. 1 a 0.
A Azzurra mantinha razoável controle do jogo quando, no fim do primeiro tempo, o zagueiro Bastoni não teve outro recurso se não o de derrubar o atacante bósnio Memic, que entraria na área para empatar: corretamente expulso!
Fosse a Bósnia um time um pouco melhor e Donnarumma, um goleiro pior, os donos de casa não teriam somente empatado mas virado o jogo com muita facilidade. Muitas vezes, a qualidade dos jogadores e a organização de um time compensam uma inferioridade numérica. Não é o caso da Itália que ainda teve uma chance incrível de ampliar o placar com o mesmo Kean. Quem não faz...
A vitória bósnia nos pênaltis faz com que a Itália seja a portadora de um absoluto recorde negativo na História das Copas: um campeão eliminado de três edições consecutivas!
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| Dzeko, no centro, comemora com Demirovic (10) e Tabakovic, o cara do empate! |
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| A Volta, 12 anos depois! |
Sarajevo, a capital bósnia, já estava na História por 2 momentos extremamente tristes: o estopim que fez eclodir a Primeira Guerra Mundial e uma sangrenta guerra separatista com o fim da Iugoslávia.
Agora, feliz, a cidade pulsou durante toda a noite!
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| Enfim, Sarajevo feliz! |




simplesmente maravilhoso. Parabéns !!!
ResponderExcluirValeu Valeu Valeu! rsrsrs
ExcluirGrande Osmar. Ótima crônica, como de hábito. A respeito de a República Tcheca virar Tchécia, acho ótimo. Se tivermos que chamar algum país de República isso ou República aquilo, por coerência teríamos que chamar República Argentina e República Francesa. Mas, por outro lado, e já que estamos evoluindo nesse quesito, por que não melhorar mais ainda, e em vez de Tchéquia, chamarmos de Chéquia? Não é mais adequado ao português? Grande abraço
ResponderExcluirBoa garoto! Já sei que é meu velho amigo Rodrigo Pecego! Creio que a diferença aí seja no português do Brasil e de Portugal! Há palavras com grafia ainda diferente! Mas, definitivamente, os tchecos decidiram adotar um nome mais coerente! Grande abraço!
ExcluirChéquia Mate
ResponderExcluirBoa... rsrsrs!
ExcluirExcelente trabalho. Lamentei a desclassificação da Itália. Mais uma copa de fora.
ResponderExcluirConcordo contigo que uma seleção tetracampeã dá mais brilho a uma Copa do Mundo mas não houve injustiça. A Bósnia mereceu! Obrigado pelo comentário, Luiz Paulo!
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