Perdemos o "Doutor". Entrou no Céu com o calcanhar direito!
Os médicos ainda não garantem Ricardo Gomes de volta como técnico mas, clinicamente, recupera-se bem.
Muito aconteceu no futebol brasileiro e mundial desde minha última postagem. O Corinthians foi campeão brasileiro, o Santos tomou a chinelada do Barcelona, as novelas de transferências de jogadores, a saída polêmica do "profexô" do Flamengo, a barriga do Adriano e o Fluminense acabou de ser campeão da Taça Guanabara com o regulamento esdrúxulo da Rede Globo que paga e faz o que quer.
Infelizmente, não dá pra acompanhar tudo. Hoje em dia, a mídia eletrônica virtual social corporativa tem espaço para todo o tipo de veiculação e opinião. O que é ótimo. E que ótimo não estarmos em Cuba, Venezuela ou Equador, apenas para citar os mais próximos!
E ratificando o objetivo deste blog, inicia-se agora uma nova série. Ainda faltam pouco mais de dois anos para a Copa 2014 e apesar de todo o caos citado na última postagem, quando o assunto é só futebol, não há nada melhor do que falar em Copa do Mundo, sobretudo quando se pode lembrar que o esporte já foi mais jogado com talento e técnica. E futucar o baú é muito prazeroso.
Apesar disso, a História das Copas do Mundo guarda injustiças, lamentos, soberbas ou absurdos. Ao contrário de hoje, menos seleções jogavam a fase final, e mais craques ou excelentes jogadores traduziam suas identidades. Era a Hungria de Puskas e Hidegukti, a Alemanha de Beckenbauer e Muller, a Holanda de Crujff e Neeskens, a Argentina de Maradona, a Inglaterra de Moore e Charlton, a França de Platini e Zidane, o Brasil de Pelé e Garrincha.
Todos sabem quem ganhou tal Copa daquele ano. Muitos também sabem de algumas das injustiças, lamentos, soberbas ou absurdos desta mesma Copa. Vamos falar disso agora!
Veja as fotos abaixo, identifique as seleções, tente adivinhar as escalações, que Copa foi essa e mergulhe neste túnel do tempo!
















Era 1999. Mais de 50 mil pessoas estavam numa manhã abafada e ensolarada de domingo no Maracanã. Não era a chegada de Papai Noel. Nem missa do papa João Paulo II. Tão pouco um show do Roberto Carlos (o cantor) ou do Frank Sinatra. Era simplesmente a torcida do Fluminense iniciando a tormenta da série C do campeonato brasileiro. E não há outro motivo pelo qual o clube, após irresponsáveis e desprezíveis administrações, não acabou literalmente: A Torcida Tricolor!
As demonstrações de amor e paixão de seus torcedores mantiveram o Fluminense vivo ao longo de mais de uma década de alguns títulos (cariocas em 2002 e 2005 e a Copa do Brasil em 2007) e boas campanhas nos Brasileiros de 2001, 2002, 2005 e 2007. Todavia, foi a partir da Libertadores de 2008 que a torcida tricolor mostrou ao mundo do que era capaz em termos de inovação, união, organização, inteligência, iniciativa, criatividade, beleza e muito, muito amor por um clube de futebol.
O 1o. clube de futebol no Rio de Janeiro. O 1o. campeão carioca. O 1o. estádio do Brasil. O 1o. gol do Brasil em Copas do Mundo (Preguinho). O 1o. campeão do Maracanã. O 1o. carioca campeão brasileiro. O 1o. campeão do Engenhão.
Mais, muito mais que os acertos do comando explícito de Muricy de fora do campo e o implícito de Conca de dentro dele, o Fluminense deve seu terceiro título do campeonato brasileiro a 9 milhões de pessoas: sua eterna e apaixonada torcida!
