terça-feira, 20 de agosto de 2013

SOU CRAQUE E SOU FELIZ. MAIS GORDO É QUEM ME DIZ!


O Fenômeno Walter. Este, sim, é um fenômeno! (Embora o mais famoso já tenha jogado com barriga parecida ou maior!)
Com 1,78 m de altura e impressionantes 92 quilos (por enquanto), o craque esmeraldino "detona" 2 pacotes de biscoito recheado de chocolate e 2 litros de refrigerante todo santo dia!!! Isso é que é infância!!!

Nascido em Pernambuco, há 24 anos, Walter foi revelado pelo São José-RS e logo transferido para o Internacional, ainda sub-20. Foi um dos destaques do Sul-Americano da categoria, em 2009 na Venezuela, quando foi um dos artilheiros da competição com 5 gols, vencida pelo Brasil. No ano anterior, já havia se destacado na Copa São Paulo de Juniores. Rápido, habilidoso, ambidestro de chute forte, chegou a ser comparado pela torcida colorada a Claudiomiro, grande ídolo do final dos anos 1960 e início dos 1970, que, coincidentemente (ou não), também teve problemas com a balança, mais no final da carreira!

Durante o Gaúchão de 2009, Walter sofreu séria contusão no joelho. A cirurgia lhe tirou do Mundial Sub-20, no Egito, onde o time de Ganso, Rafael Tolói, Dalton, Maicon "Bolt" e Alan Kardec acabou vice-campeão, perdendo nos pênalties para Gana. Pena! Com ele, poderíamos ter vencido. Recuperado, teve participação, marcando gols, em vários jogos na Libertadores em 2010, vencida pelo Inter. Vendido ao Porto, começaram os problemas com os carboidratos e glicose! Imagino esse cara comendo Bacalhau a Zé do Pipo (aquele desfiado dentro do purê de batata), pastel de Belém e licor de ginginha, como digestivo, se é que precisa disso!

Após rápida passagem apagada pelo Cruzeiro, o Porto o emprestou ao Goiás, desde o segundo semestre do ano passado, quando foi fundamental para o título esmeraldino na série B e vice-artilheiro do campeonato. Joga fácil, objetivo, drible curto, drible longo, chutes certeiros, lançamentos precisos, toque rápido e ainda cabeceia! Faz gol em praticamente todos os jogos. Alguns lances e gol contra o Flamengo abaixo. Daqui a 2 dias, tem o Fluminense pela Copa do Brasil! Será a próxima vítima?



Walter lembra aquele jeito moleque de jogar futebol, o da "pelada séria"!! Tipo time sem camisa contra com camisa, casados contra solteiros, a festa depois do churrasco ou ainda, para ser mais contemporâneo, coletes coloridos! Imagina COMEmorando alguma coisa!

Taí um cara pro Fantástico emagrecer!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

MÁRIO SÉRGIO PONTES DE PAIVA

"O comentarista Calibre 44 ! "

Era assim que o folclórico narrador Silvio Luiz anunciava seu principal parceiro nas transmissões da TV Bandeirantes, na década de 90, quando o habilidoso, genial, indisciplinado e temperamental Mário Sérgio encerrou a carreira de jogador e deu seus primeiros passos na televisão, ao mesmo tempo em que também virou técnico. Nesta época, ele inventou uma expressão muito usada atualmente por comentaristas, técnicos e torcedores: "O time X está começando a gostar do jogo".

  E por que "calibre 44"? Quando jogava no São Paulo, em 1981, perdeu para o São José por 1x0, em São José dos Campos, no 1o. jogo da decisão do 2o. turno do Paulistão. Na saída do estádio, o ônibus do time foi apedrejado pela torcida local que cercava o veículo. Mário Sérgio sacou seu revólver e, pela janela, esvaziou o cartucho, dando vários tiros para o alto. Os torcedores sumiram "rápido como quem rouba" (da minha professora de redação Maria Emília). Mais tarde, Mário afirmou que as balas eram de festim e se disse arrependido. Na partida de volta, o placar do Morumbi anunciava "no. 11 Mário Sérgio, o Rei do Gatilho". Alvoroço total. O São Paulo foi bicampeão paulista neste ano.

Mário Sérgio, o Renegado Rei do Gatilho! Carioca, nascido em 7 de setembro de 1950, foi revelado pelo Flamengo. Não teve chances. Negociado com o Vitória-BA, onde jogou de 1971 a 1974, junto com o baixinho Osni e André Catimba (que entraria para a história em 77, quando marcou, pelo Grêmio, o gol que interrompeu 8 Gauchões conquistados pelo Inter). Em 1975, Francisco Horta o trouxe de volta ao Rio para fazer parte da 1a. versão da "Máquina Tricolor", com Rivelino, Paulo César, Gil, Manfrini e Edinho. Criador dos famosos "troca-troca", Horta mandou acabou negociando-o com o Botafogo, onde jogou de 76 a 79, fazendo parte do chamado "time do camburão", apelido dado pelo botafoguense jornalista Roberto Porto. Ele justifica: "um time que tinha Dé, Mário Sérgio, Renê, Paulo César, Perivaldo e Nilson Dias... todos com a chave da cadeia!" Após ter sido campeão em 75 no Fluminense, foi em 1979, no Internacional, sua grande conquista: campeão brasileiro invicto. Depois, bicampeão paulista com o São Paulo (80/81),  mais dois anos na Ponte Preta, a Copa Intercontinental em 1983 pelo Grêmio contra o Hamburgo e em 1984, no Palmeiras, o famoso caso de doping, ainda mal explicado. Encerrou a carreira no Bahia em 1987, após rápida passagem pela Suíça.

Vesgo era seu apelido. Muito antes de Ronaldinho Gaúcho, já fazia lançamentos e passes olhando para um lado e jogando a bola pro outro.

Atuou 8 vezes pela Seleção Brasileira. A mais importante em um amistoso contra a Alemanha no Maracanã, às vésperas da Copa de 82, vencido pelo Brasil por 1x0, gol de Júnior, quando 8 titulares eram do Flamengo. Ficou com a grande mágoa de Telê Santana, ao ser preterido por Dirceu, na convocação final.


Foi técnico de vários clubes, entre os quais Corinthians e Internacional, mais de uma vez, sem grandes conquistas. Como comentarista, continuou sua carreira polêmica, sempre com críticas ácidas, em especial, ao seu grande desafeto: Dunga! Na Copa de 90, dizia que futebol não era para ser jogado "com a bunda no chão.", em referência à quantidade de "carrinhos" dada pelo volante! Recentemente, se envolveu em uma discussão, ao vivo, com o jornalista Rodrigo Bueno, na Fox, acusando-o de não entender de táticas do futebol porque nunca havia trabalhado dentro do campo! Lamentável! O Rei do Gatilho nunca perde a pose!

Mini documentário, de 1982, antes de ser cortado por Telê na convocação para Copa de 82, sobre a carreira de Mário Sérgio, por ele mesmo:

E algumas fotos:

   
                                          Botafogo 77: Zé Carlos, Osmar, Perivaldo, Odélio (?), Carbone e Rodrigues Neto. Gil, Paulo César, Dé, Nilson Dias e Mário Sérgio.



Inter 79: João Carlos, Benitez, Mauro Pastor, Falcão, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro. Waldomiro, Jair, Bira, Batista e Mário Sérgio.




São Paulo 81:
Valdir Peres,Getúlio, Oscar, Dario Pereyra, Almir e Marinho Chagas. Paulo César, Renato, Serginho, Éverton e Zé Sérgio.



Grêmio 83:
Paulo Roberto, Mazaropi, Baidek, China, Paulo César e De Leon. Renato, Oswaldo, Tarciso, Paulo César Caju e Mário Sérgio.

DOMINGOS ELIAS ALVES PEDRA





O catimbeiro, presepeiro, provocador mas, sobretudo, habilidoso, rápido, driblador e goleador atacante abre uma nova série do Blog: Os Renegados! Bons, muitas vezes excelentes ou até mesmo craques mas que nunca ou muito pouco atuaram pela seleção brasileira, seja por rebeldia, maluquice ou por que havia jogador melhor em sua época, na mesma posição. Deram azar!

Estava assistindo o Donos da Bola, como José Carlos Araújo, Gérson e Gilson Ricardo, na BAND, e quem eu vejo, fazendo parte da bancada fixa? Dé, o Aranha! Figuraça! Olhem como está, carequinha, carequinha, aos inacreditáveis 65 anos!

Dé já era apelido reunindo suas iniciais e quando jogou no Botafogo, ganhou o "Aranha", gíria da época para algo muito ruim ou muito bom! Era maluco de Pedra (sobrenome certinho esse!)!

Duas histórias folclóricas no Maracanã, contadas por ele no programa:
1 - Em 1969, pelo Bangu, pegou um pedra de gelo e jogou na bola, desviando-a do zagueiro Reyes, do Flamengo. O paraguaio não entendeu nada. Dé driblou o goleiro e fez o gol.
2 - Em 1970, também pelo Bangu. Jogo com o Vasco. 0x0. Último minuto. Falta pela esquerda. O ponta Aladim vai levantar na área. Dé corre até ele: "Joga na pequena área!". Aladim cobra. Na época, havia aquela falta de grama onde o goleiro ficava. Era terra mesmo. Dé pegou um punhado. Enquanto a bola viajava, jogou no rosto do goleiro argentino Andrada, que ficou cego durante os 2 segundos suficientes para Dé marcar o gol da vitória! Andrada saiu atrás dele pelos vestiários tomado pelo capeta!!!! Dé saiu do estádio protegido pelo gigante zagueiro banguense Mario Tito! Hilário!

Começou no Bangu em 1967, quando foi vice-campeão carioca.  Em 70, foi disputado por Vasco e Fluminense. Após ganhar o Carioca deste ano, o Vasco levou a melhor! Dé jogou em São Januário até 1974, antes da conquista do Brasileiro deste ano. Foi para o Sporting Lisboa e depois foi o primeiro brasileiro a jogar na Arábia Saudita, no Al-Hilal (que viria a ser o time onde Rivelino encerrou a carreira em 1979). Voltou ao Vasco em 1976, onde ganhou a Taça Guanabara. No Botafogo, onde jogou de 77 a 80, participou do célebre time que ficou 52 jogos invicto entre os campeonatos brasileiros de 77/78 e protagonizou outra! Após a 52a. partida invicta - empate com o Palmeiras no Pacaembu -, Dé deu entrevista na TV Globo, dizendo que não aguentava mais esta história de invencibilidade e soltou: "Não vejo a hora dessa chatice terminar! Vocês não falam de outra coisa, não?". Pois é. 3 dias depois, Grêmio 3x1 no Maracanã. A chatice terminou mesmo!

Considerado por José Roberto Wright, o precursor das cavadas de pênalti do futebol brasileiro. "Me enganou várias vezes!", afirma!

Voltou a jogar no Bangu e no Bonsucesso, quando encerrou a carreira de jogador e iniciou a de técnico em Vitória-ES, tendo exercido a função também no Botafogo, sem muito sucesso. Não foi um jogador que conquistou muitos títulos mas escreveu seu nome na história (da malandragem) do futebol carioca. O primeiro Renegado!

Alguns gols aqui: http://www.youtube.com/watch?v=diueJv_9LM8
E fotos de times em que jogou!
Dé, o Aranha! Figuraça-aça-aça!

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Bangu 1967: Mario Tito, Devito, Luiz Alberto, Pedrinho, Fidélis e Jaime. Marcos, Dé, Mário Tilico,Fernando e Aladim.

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Zé Carlos, Beto, Osmar, Wecsley, Renê e Rodrigues Neto. Cremilson, Mendonça, Dé, Manfrini e Paulo César.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

DUAS VEZES NO MESMO LUGAR

Atenção flamenguistas: este post não tem nenhuma intenção de sacaneá-los! É sério! Só não dá para passar em branco!!!

Foi um fato raríssimo no futebol que eu não tenho conhecimento de já haver acontecido alguma vez em toda a história deste esporte! E tão pouco poderia afirmar que poderá acontecer de novo! Se alguém descobrir, por favor, deixe algum link nos comentários abaixo!

Digitei no google "dois gols do mesmo goleiro contra o mesmo time" e não achei absolutamente nada parecido com o aconteceu hoje em Brasília, quando o Flamengo vencia por 1x0, gol de pênalti cobrado pelo lateral João Paulo e deixou a vitória escapar contra a Portuguesa aos 47 minutos do segundo tempo! Gol de cabeça do goleiro Lauro! Incrível! Veja o lance:


E há exatos 10 anos e 3 dias, o mesmo goleiro Lauro, então na Ponte Preta, foi ao ataque e aos 52 minutos do segundo tempo, em um escanteio também do lado direito, cabeceou e empatou o jogo, em Campinas, contra o mesmo Flamengo que vencia o jogo também por 1x0. Impressionante! Olha aí:





Está definitivamente quebrado o velho provérbio popular que diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar!

Ou no mesmo gol!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

BÊ-A-BÁ DA COPA TOTAL

Trujillanos, Mineros de Guayana, Inti Gas, El Tanque Sisley, Wanderers, La Equidad, Itagüi Ditaires, Deportivo Pasto, Independiente José Teran, Anzoátegui, Deportivo Lara, Juan Aurich e Melgar.

Supongamos que un sudamericano esté leyendo ese blog, entonces sigo la lista con Criciúma, Ponte Preta, Vitória da Bahia, Portuguesa e Naútico.

É a Copa Sul Americana 2013 que começou sorrateiramente, na semana passada, mas se o amigo leitor zapear seu controle remoto e parar na Fox Sports, ouvirá aquela musiquinha horrível que eles colocam quando sai um gol! O Sportv também está transmitindo.


O "TOTAL" do logotipo é da patrocinadora, petroleira francesa. Já foi Bridgestone. Já foi Nissan. A Conmebol gosta é de grana e esse negócio de naming rights vem bem a calhar...

É o segundo torneio em importância da Conmebol e, fazendo o paralelo com a Europa, equivaleria a atual Europa UEFA League. A (grande) diferença é que como a Conmebol não segue o calendário da FIFA (e o europeu), as competições são disputadas em momentos diferentes, uma em cada semestre e podendo, portanto, ter mesmos times da Libertadores. Na Europa, a Champions League e Europa League ocorrem simultaneamente e, claro, com clubes distintos e durante toda a temporada, sem risco para que seus campeões continuem a disputar competições nacionais sem motivação, além de se preocuparem somente com o Mundial de Clubes e ainda com risco de serem rebaixados. Mas estamos na América do Sul, Brasil...

A Copa Sul Americana é a unificação das antigas Copas Mercosul e Merconorte, disputadas em 2000 e 2001, posteriores à Copa Conmebol, disputada entre 1992 e 1999. Até 2008, a exemplo da Libertadores, times mexicanos também participavam e o Pachuca foi campeão em 2006, na primeira e única vez que um time deste país venceu uma competição da Conmebol! Depois, alegaram problemas de calendário. Em 2002, clubes brasileiros não disputaram. Nosso calendário era ainda mais maluco que o atual.

No sistema de disputa, não há fase de grupos mas uma preliminar regionalizada, também de "mata-mata". Os 8 times brasileiros se eliminam para 4 vagas. Os 6 times argentinos, para 3 vagas. Há ainda 4 vagas para o Grupo Norte, com times da Venezuela, Colômbia, Equador e Peru. E mais 4 para o Grupo Sul, com times do Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia. A 16a. vaga das oitavas de final fica com o campeão do ano anterior. Só não queiram saber como são os critérios de classificação que cada país utiliza para indicar seus representantes. Já li e reli. É de chorar! Conselho do blogueiro: não tentem descobrir!

Ao campeão, o direito de disputar a Recopa Sul Americana no ano seguinte, em dois jogos, com o Campeão da Libertadores e a Copa Suruga! Como? O amigo leitor não sabe o que é Copa Suruga??? O Suruga Bank, do Japão, promove um jogo do campeão da Copa Sul Americana contra o campeão japonês! O motivo pelo qual escolheram este e não aquele da Libertadores é ... não faço a mínima ideia!

Campeões: 2002 - San Lorenzo (ARG- Cardeal Bergoglio vibrou), 2003 - Cienciano (PER), 2004/05 - Boca Juniors (ARG - ói nóis aqui tra véiz), 2006 - Pachuca (MEX), 2007 - Arsenal (ARG), 2008 - Internacional (BRA), 2009 - LDU (EQU), 2010 - Independiente (ARG - recordista de Copas na América do Sul), 2011 - Universidad Chile (CHI), 2012 - São Paulo (BRA)

De onde são os times lá de cima?!?! Pesquisem, pesquisem...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

AFINAL, DE QUEM É O NEW MARACANAN ?

Já escrevi aqui em outras oportunidades como a licitação do "New Maracanan" foi vergonhosamente conduzida. O desgovernador Sergio Fernando Cavendish Cabral Filho possui atualmente o mais baixo índice de aprovação e popularidade da história deste cargo no Rio de Janeiro. As manifestações populares que não cessam em torno de sua atuação como mandatário fluminense fazem com que suas decisões sejam cada vez piores em relação a tudo. Com o estádio, não seria diferente.

Na concessão, o Consórcio Maracanã teria direito de construir edifício-garagem e centro de entretenimento onde estão hoje, respectivamente, o Parque Aquático Julio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros. Seriam fontes de receita vitais ao concessionário. Isso ficou ainda mais evidente após os primeiros jogos pelo campeonato brasileiro em que os abusivos preços cobrados nos lugares premium simplesmente afugentaram o mais abastado dos torcedores. E mais: nem FIFA, nem Comitê Olímpico Internacional exigiram tais demolições. Muito menos da Escola Municipal Friedenreich, Top 5 do munícipio. O tal do Museu do Índio é ficha pequena.

Assim, por pura demagogia política, da pior espécie, o desgovernador resolveu "melar" tudo, desistindo das demolições e deixando "no ar" o cancelamento da licitação, passando por cima de contratos assinados e gerando incertezas sobre o futuro muito próximo de tudo o que está relacionado ao estádio. A saber:

  • O que a Lei 8666, das Licitações Públicas, prevê para os casos em que o Poder Público, licitante, rasga o que já está licitado e assinado? Especialistas em direito administrativo, ajudem!
  • Uma vez que o Consórcio vencedor já afirmou que não terá como honrar seus compromissos contratuais sem as receitas acima previstas, é passível de multa? No caso afirmativo, de quanto é essa multa? No caso negativo, quem responderá pelo "pequeno" valor de 1 bilhão e 200 milhões de reais, dinheiro público, gasto na reforma?
  • Como ficará o contrato já firmado com o Fluminense? O clube fez seu planejamento e previsões de receita com vendas de ingresso, instalação de loja oficial de artigos licenciados, base para aumento de adesões ao programa sócio-torcedor e, sobretudo, NÃO PAGAR PARA JOGAR POR 35 ANOS! Enfim, o clube será ressarcido? Caso positivo, de quanto é a indenização e quem a pagará? Caso negativo, o Fluminense não teria direito? Nos tempos de SUDERJ, só valia a pena jogar no estádio com público mínimo de 25/30 mil pagantes para se obter algum lucro após zerar despesas.
  • E Flamengo e Botafogo? O primeiro fez contrato curtíssimo até dezembro próximo, sem maiores consequências, embora as questões do Fluminense também sejam aplicadas, mas o segundo ainda não havia firmado acordo algum. E agora? Fechará com quem? Em que termos?


E a pergunta que não quer calar: qual seria o próximo passo do desgovernador (ou do prefeito ou da presidência da república) para aliviar as finanças do combalido amigo?

Ainda bem que você já está fora dessa, não é não, Luma?

sábado, 3 de agosto de 2013

NÃO ERA O TAITI

Era o Santos Futebol Clube. Um dos grandes do futebol brasileiro, do futebol sul-americano e duas vezes campeão intercontinental. O time de Pelé! O time que ajudou o nosso futebol a construir a imagem de melhor do mundo há mais de 50 anos. E o Rei não fez isso sozinho. Lá estavam Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pepe, Pagão, Zito, Lima, Gilmar, Joel, Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Edu, Toninho Guerreiro. Tantas conquistas, tantos jogos inesquecíveis, tantas glórias!

A goleada histórica e vergonhosa que o Santos, no meio da temporada, acaba de tomar do Barcelona, em pré-temporada, pelo Troféu Joan Gamper, por 8x0, sim, 8x0, é uma mancha azul de tão negra que sabão em pó nenhum vai conseguir limpar por muito tempo. Muito menos o amaciante pois o cheiro está pra lá de fedido...

O fato é tão extraordinário, sob o ponto de vista negativo, que o resultado acabou abafando o que todos queriam realmente assistir: a estreia oficial de Neymar no Camp Nou, jogando pelo menos 45 minutos, uma vez que dias antes, havia atuado menos de 15 minutos em amistoso contra o Lech Gdansk, na Polônia, onde o Barcelona esteve com seu time C, mais o Messi, e empatou em 2x2. Também com este time C, com Messi e sem Neymar, havia goleado por 7x0 o valoroso Valerenga, de Oslo, Noruega, que celebrava seu centésimo aniversário. Belo presente.


Ou seja, o Santos foi humilhado! Seus jogadores pareciam estar brincando de "cabra cega"! Mais ridículo ou patético ou ambos, foi ouvir Galvão Bueno gritando: - "Pra cima deles, Neymar!" Deles, os brasileiros. Tontos, mas brasileiros! Lamentável! Ainda bem que ele não marcou! Deve ter ficado constrangido!

Se era só dinheiro que o Santos queria ganhar como parte do pagamento da venda de Neymar, atingiu seu objetivo! Parabéns, LAOR (Luiz Alvaro Oliveira Ribeiro, presidente)! Segura sua torcida!

Foi o dinheiro mais caro que já entrou no caixa do Santos!